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18 de agosto de 2009

Programa Ponto Brasil

Video sobre o trabalho das bike-sons do bairro do Guamá - nos limites da Terra-Firme. Apresentando Cabelinho de Fogo, Djavan e Chico Sena. A comunicação popular e a resistência à censura às expressões populares em Belém do Grão-Pará, provocam surgimento de personagens como Cabelinho de Fogo, militante das periferias - que armado com uma bike-som, circula pelo bairro do Guamá disseminando informações diversas para a comunidade e garantindo seu sustento através da publicidade. No fim da década de 90, Cabelinho de Fogo foi um dos pioneiros na programação da Rádio Comunitária Cidadania FM. O personagem central - Cabelinho de Fogo, e registrado durante um dia de sua jornada de trabalho, do amanhecer ao anoitecer, partindo da Estrada Nova ate o mercado de Sao Braz. Cenas: I-calmaria na Estrada Nova : imagens do inicio do dia na avenida. Cabelinho de fogo se arrumando para mais um dia de trabalho. O inicio do caos na estrada nova (10h da manha); cabelinho de fogo trabalhando. Monologo do Cabelinho de fogo sobre seu trabalho e forma de resistencia; II- Imagens do transito, ruas, feiras e a dinamica dos vendedores ambulantes( como vendendor de amendoin, vassoureiro, carro da radiolux, vendendora de bombom, vendedor de pastel e orelha, etc); o modelo de trabalho devera ser capatado em audio e video para serem intercalados durante o dia do personagem central; III-Imagens da acao dos b-boys que frequentam o mercado de sao braz e tradicionalmente usam bikesom como soundsystem.

17 de maio de 2009

Programa “Isso cabe no seu pen-drive?”

rede [aparelho]-:
&
Corredor Polonês Atelier Cultural

Tudo começou no festejo do aniversário da Bela do Lago, a aniversariante estava em Soure à serviço do projeto ‘Resistência marajoara’, e aqui em Belém reuniu-se os amigos para festejar mesmo que à distância os anos de vida da amiga afim... Conversa vai, conversa vem e Celi fez a reveladora pergunta que não quer calar:

4 de março de 2009

Mera cópia… Ser imprensa no carnaval de Belém 2009, coisas que aRede[aparelho]-: faz por você.

Há três anos que escuto o Arthur (um dos articuladores da Rede[APR]-:) falar e cantar carnaval pra gente, suas histórias, seus enredos, sua harmonia, suas cores, dialogando conosco sobre suas experiências no Rio de janeiro, Icoaraci e Belém do Pará. A partir dos relatos dele, fui percebendo que o carnaval é muito mais do que a Globo, que pra mim não é rede, mostra e, que por trás de tanta alegoria havia um contexto artístico-social extremamente interessante, que merece mais atenção, digo egoístamente, da minha parte, e digo absolutamente, de todo mundo.

Dia desses depois de uma prova de três horas sobre as Mônadas do Leibniz,um aluno de filosofia da Universidade Federal do Pará,me falou que não gostava do carnaval da capital do Pará, pois achava uma mera cópia dos carnavais carioca e paulista. Eu pensei : - Esse cara, não entendeu nada sobre as Mônadas...Estas, são as substâncias primeiras no mundo, são as únicas coisas que existem em si, e o movimento delas é intrínseco, ou seja acontece dentro delas, é um movimento dentro do imóvel, tá; mas o mais importante de entender isso, é que depois de tanto blábláblá da Monadologia, você percebe o mundo como uma máquina orgânica , ou seja,dotada de alma, anima, e que tudo faz parte de um todo vivo, que se movimenta mesmo que parado, e que o espaço e tempo não passam de sucessão de situações do que ocorrem no mundo, isto é, aqui e agora; logo, você me pergunta : - Mas que diabos isso tem haver com a relação de cópia que teu amigo da filosofia fez entre o carnaval de Belém e o do das grandes metrópoles do Brasil? Então, tenho que responder:

Depois, de através da Rede[APR]-:, eu ter ido para a Aldeia cabana, a avenida do samba de Manga´s Manga´s babilon city, não tive dúvidas que o carnaval da cidade é bem igual ao do Rio e de Sampa, digo estruturalmente, em uma tentativa de organização, mas estou partindo do pressuposto monástico,não sei se essa palavra existe, mas quero dizer das Mônadas, ou pelo menos, do que eu disse sobre elas; onde se temos uma estrutura imóvel, pois ela é igual à de lá, temos também um movimento original que ocorre dentro dela. O que eu senti, correndo de um lado para o outro, tirando fotos, fazendo filmagens com um celularzinho, que tem uma ótima imagem diga-se de passagem, foi uma energia muito cativante, emocionante mesmo; quando vi a Tradição Guamaense, inovando na batida, misturando, samba de verdade com um tecnobrega de super sucesso, entrei em êxtase. Claro, toda escola tem seu mérito, mas digo sinceramente, que me apaixonei mesmo pelas menores, as que tinham dois carrinhos alegóricos, cheios de sucatas. E a Quem são Eles, que depois de muito tempo esperando um carro quebrado do Rancho não posso me amofinar sair da avenida, entrou às 8 horas da manhã, com todos os seus foliões chorando e a bateria gritando que me deixou toda arrepiada? Sabe por quê? Por que o movimento ali é intrinsecamente vivo, cheio de energia. Envolve muita gente, desde dono da escola, até os que empurram os carros, os que limpam a avenida aos que montam as fantasias; quando a escola passa, tem muita criança ali, que mesmo morrendo de sono, agüentam o tranco, pois é emoção, é o afeto pela história que estão construindo juntos, todos juntos, pensando, cantando, costurando, gritando e sambando. Entendem? Construção de uma história deles, por Eles mesmos? Digo até nossa, pois eu estava lá, correndo toda serelepe, com uma câmera na mão, a câmera do possível, fazendo a mídia para eles. E Essa é a ação de liberdade direta que Rede[APR]-: proporciona, fazer registros fotográficos, textuais, visuais, de forma até mesmo lúdica, experimentando sensações da vida com ela é para que uma dialógia crítica ocorra.

Portando eu pergunto agora : - qual é o problema deste nosso carnaval ser uma mera cópia? o que de fato não é realmente; mas qual o problema? Se o movimento causado por esta “cópia” é altamente producente? tenho certeza que este amigo , quase filósofo, não tem nenhum filho marginal, que nos dias de carnaval prefere pegar o tamborim a ter que pegar uma arma para assaltar. E afinal, copiamos coisas muitos piores da grande mídia, que nos vende do Rio de janeiro e de São Paulo seu lixo industrial todo dia, e olha que nós nem reclamamos, até gostamos, achamos que é o “normal”. Penso que a função social do carnaval é distribuir carnavalescos, assim como a da filosofia é distribuir filósofos. E quanto mais gente tiver a oportunidade que alguns poucos tem, de fazer, falar, mostrar-se, menos indigno este Brasil se torna.




Bruna Suelen
[aparelhada]-:, quase filósofa , não artista e que não é da imprensa.

31 de maio de 2006

Rede aparelho-: agita a noite do centro da cidade // Transmissão Ponto-a-Ponto 106,5 FM

 

Alguns podem até confundir o [aparelho]-: com festa de aparelhagem, ta certo que ha uma relação entre as duas coisas, mas o que está acontecendo em Belém desde o ano passado é mais uma rede de conexões de produtores culturais do que a realizaçao de festas de rua, embora estes encontros na rua sejam os momentos em que a conexão ganha visibilidade. Os membros do [aparelho]-: são independentes, produzem como sabem produzir cultura e nao existe nenhum manifesto estilistico que nos una, explica Arthur Leandro, mas chega um dia em que sentimos e necessidade de todo mundo se reunir no mesmo lugar para mostrar o trabalho, se encontrar, trocar... e conclui: a base é a comunicação.

“Como intercambiar a visualidade e as sonoridades amazônicas mediadas por tecnologias digitais? Como tratar sobre ações ativistas em rede numa região de pronfundas carências informacionais? Nas periferias vemos apelos resistentes, vozes descendentes da cultura africana e indígena, que oprimidas, emergem na ausência de reconhecimento, dando deixas de um novo condicionamento social, algo que acontece em paralelo”, quem explica é Giseli Vasconcelos que edita numa rede em colaborativa o site http://aparelho.comumlab.org. (um sistema coletivo de publicação). Este tipo de ação informacional, nas ruas de Belém, já tiveram outras edições, mais simples e destinadas à difusão de produção visual independente, a que denominamos “Potoca | cineclubismo | Freestyle”. Desta vez a proposta de intervenção de rua, noturna é radiofônica, junção de algumas expressões do gueto periférico com outras que dispõem de tecnologias digitais e móveis. Desse encontro plural e heterogêneo acontece uma convergência de interesses que gera outro modelo de construção de informação e de trabalho coletivo.



[]-: TRANSMISSÃO PONTO-A-PONTO 106,5 FM//POTOCAGEM CYBER SOUND//REDE>>RÁDIOS COMUNITÁRIAS//NRP//GRUPO URUCUM E-OU URUCUM DO B///CARIBEAFROAMAZÔNICO :-[APARELHO]

o acontecimento tem as imediações do Bar do Parque como palco é hoje a partir das 18 horas

19h às 20h30 montagem e abertura
20h30 RÁDIO AO VIVO: REVOLUSOM
(imagens//textos//vinhetas radiofônicas//MCs//BBoys)
21h Família Alma Livre
21h30 QBS//Mostrando Fatos//Posse Identidade Humana


22h15 RÁDIO AO VIVO: Angelo Madson e RESISTÊNCIA FM
22h40 às 23h Tecnobrega do Jurunas: DJ Alberto e Elias Maluco

23h RÁDIO AO VIVO: AMOR >> SINTONIA DO REGGAE
24h RÁDIO AO VIVO: CANTO MOCAMBEIRO


INTERFERÊNCIAS:
carlinhos vas+ groovebox//coletivo rádio cipó
CULTURA DIGITAL

+ imagens projeção//queimação de arquivos=burnstation
giseli vasconcelos
URUCUM do B